sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

- Minha vida se tornou insuportável esse ano.
- Conhece a frase "a vida é a gente quem faz"?
- Sim. Se dependesse de mim ela já teria acabado.
- A frase?
- Não, a vida.

sábado, 28 de novembro de 2009

Lis no peito.

Quanto tempo. Tempo, este que não tinha, sendo tão pouco pensava ser muito, e por ser pouco, se fazia muito. Contraditório, talvez. Talvez não. O que percebi foi, o pouco tempo que me foi dado foi necessário para roubá-lo sem hesitar, sem culpa, com uma certa e escondida alegria. Era o primeiro, o primeiro de muitos. Com seu jeito manso e a cor viva, dizia que queria ser meu - sim, ele falava. Vermelho? Não, avermelhado.. talvez roxo? Não sei dizer. Porém por dentro, alaranjado como o pôr do sol, sem graça, diriam. Achei a graça como foi me dado algo proibido, não possivelmente um crime, mas algo que não era permitido. Quando o tive nas mãos vi com cuidado cada parte, não sabia se queria começa-lo logo, pois sabia que quando o abrisse, não o fecharia mais. E quando fechasse, não abriria mais até perder a graça e fosse procurando palavras soltas para dizer algo, não sabia o que, mas algo que estava dentro de mim, e dentro dele. Era como se tudo estivesse ali o tempo todo, mas só fosse exposto á mim por ele. As, talvez melhores e um pouco tristes 180 páginas, que pediam perdão. O perdão que para mim, foi um ato imediato.. perdoá-lo, e perdoar a mim também. Eramos todos errados, talvez iguais, não haveria outra maneira senão perdoar. Condenei sim aos que não o fizeram. Talvez tenha feito isto por pena. Ou por entender o que ele sentia. Era incrivel, como mexeu comigo, como continuo com a mesma sensação. Aquela coisa que vem uma vez na vida, nasce, cresce.. e que o resto não sabe dizer.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Break me.

Sou só eu. Já percebi, já senti, e sei. Como minha querida Clarice dizia, o ser humano é só.. mas nunca pensei que seria tão deprimente. Estar rodeado por pessoas não quer dizer que possuímos amor ou que tenhamos a capacidade de obte-lo. Ai daqueles que vivem pelos outros. Nascemos prontos, não precisamos de ninguém para nos completar (costumava ler isto em algum canto, e me encantar). Incrível é ouvir seres falando tão facilmente sobre "sentimentos?" que nem eles sabem ao certo se sentem. Não sei. Talvez seja só eu. Sou só eu. Sou a errada e os outros certos, sou a estranha e os outros normais. Não vejo mal nisto. Apenas sei o que sinto, posso não saber quem sou ou o que quero, mas sei bem o que guardo tão gentilmente. Aquele sentimento que não será mais tocado de tempos em tempos, e com o passar deste, espero eu; desapareça tão facilmente como chegou.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Quando penso no ontem, vejo que não sei nada sobre o hoje. Quando penso no amanhã, percebo que na realidade foi o ontem que me ensinou a querer. Querer talvez, o que muitos nem ao menos conseguem enxergar. O escondido além dos olhos, a perfeição no simples, o achado sem valor, a razão do dia sem cor. Quero. Que o meu querer não venha a ser muito. Só.. que o eu de hoje, não se arrependa do amanhã.

terça-feira, 9 de junho de 2009

O existir somente supera o ser quando a alma não pertence mais ao corpo, os pensamentos se tornam memórias, e passamos a não mais ser, porém existiremos por toda eternidade. Digo, eternidade, referindo-me ao infinito, ao belo, como disse nosso personagem favorito: "Para a mente bem estruturada, a morte é apenas a grande aventura seguinte". Sempre teremos apenas a certeza da morte. Resta agora viver o antes, o durante, e para nós.. o depois.

sábado, 30 de maio de 2009

Tento. Tento tanto, o meu melhor, tudo o que posso, o que sou capaz pra tentar fazer as coisas que acredito realidade. Mesmo tentando parece que tudo continua sempre tão distante, e por algum motivo talvez nunca vá chegar até mim. Minha auto-estima elevada é só fingimento, muitas vezes, quase sempre, atrás de um sorriso sempre existe algo escondido, duvida, perguntas, medo. Quero saber o que acontecerá no futuro, quero ser o que sempre quis. Querer é tão fácil. Admiro tanto os que vão em frente sem medo e estão sempre tentando algo novo, diferente de mim, sempre terão alguém olhando por eles com o tempo. Espero que isso acabe logo.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Haver.

Não há, o sonhar, o viver, o ser. Talvez não haja, nada. O muito é pouco. E neste muito, o pouco me pareçe não ser. A tempos atrás, sonhava, a tempos atras, vivia. Agora não durmo, não vivo. Tente-me explicar o porque de todas as coisas com um raciocionio lógico, e te darei minha vida. Sei que isto não aconteceria, pois não terias resposta. Ninguém tem. Nem eu mesma, nem o que resta de minha alma. Estar certo não implica dizer que temos todas as respostas, apenas que não estamos errados sobre o que sabemos. Esse orgulho besta, como me toma o tempo. Me tira o sono, me tira a vida. Corta a alma.